Stray: Gatinho diverte com exploração e fofura, mas aventura curta deixa a desejar

‘Jogo do gato’ superou títulos de peso em expectativa e avaliação nos últimos dias com proposta diferente; duração do game é principal ponto fraco

Stray, o famoso “jogo do gato”, tem feito sucesso nos dias seguintes ao seu lançamento. Anunciado ainda em 2020, o game da Annapurna Interactive chegou para PlayStation 5 (PS5), PlayStation 4 (PS4) e PC, via Steam, onde se tornou o game mais bem avaliado de 2022 ao superar God of War recentemente. 


Antes disso, já era um dos mais aguardados na plataforma da Valve, e foi ainda o primeiro “grande” título a ficar disponível já no lançamento para assinantes da nova PS Plus.


O jogo tem uma gameplay divertida que envolve exploração (pensando sempre como um gato) e até alguns pequenos sustos, além de uma história interessante e muita fofura. Apesar disso, a aventura é muito curta e não permite voltar em sidequests encontradas pelo universo cyberpunk apresentado no game.


O Portal Vovo GaTu testou Stray para entender todo o hype em torno do gatinho e traz a seguir as impressões do título que mais se destacou no último mês de julho.

Mais, infelizmente, nós do Portal, ficamos desapontados com algumas atitudes humanas, pessoas, pedindo reembolso do game, por ser facil e curto o titulo, é justo em alguns casos, mais neste, onde os desenvolvedores está ajudando a salvar felinos da vida real. A Annapurna Interactive, distribuidora do game, está apoiando diversas ONGs e instituições de resgate e adoção a gatos de rua nos Estados Unidos e no Reino Unido.



Stray: conheça o jogo que é fenômeno no Steam e no PlayStation


Futuro cyberpunk sem humanos


O jogo se passa muitos anos à frente, em uma realidade cyberpunk onde não existem mais humanos, e sim robôs que seguem nossos costumes em sociedade. A aventura se passa toda debaixo da terra, em uma espécie de fortaleza que algum dia protegera a nossa espécie de algum problema externo que fica em aberto ao longo da história. O gatinho principal se perde de sua família e vai parar nos níveis mais baixos desse bunker.

A começar pela parte mais “pobre” dessa sociedade robótica, onde os moradores precisam catar restos do que vem de cima e utilizam latinhas de energético como moeda, você precisa encontrar uma forma de sair da fortaleza e voltar à superfície, onde estão os outros felinos. Para isso, o gato conta com a ajuda de B-12, um drone que outrora auxiliava um cientista humano e tem bastante conhecimento guardado (e esquecido). 

 

Pense como um gato!


Stray traz uma gameplay de exploração, tanto na horizontal quanto na vertical. Isso significa que você precisa reconhecer os terrenos não só no chão, mas também na parte alta das coisas. Se formos comparar com algum jogo mais tradicional, podemos falar de Assassin’s Creed e o parkour necessário para completar missões em geral. Isso acontece aqui também, mas, no caso, você é um gato (fazendo gatices pelo mapa). 

 

Além de subir em prédios e entrar por debaixo das pernas de seguranças, você pode se esconder em caixas, derrubar praticamente qualquer coisa que estiver na beirada e também arranhar sofás, portas e tapetes. Essa, inclusive, é uma dica importante: os arranhões deixam marcas, sendo importante fazer isso para não se perder em determinados momentos.

Há ainda bolas para brincar (e que valem troféus “escondidos), cofres que ficam atrás de livros ou quadros, entre outros exemplos da importância de se viver como um gato para mandar bem no jogo. Também é importante miar, seja para atrair os Sentinelas, drones de segurança que aparecem em algum momento da história, ou para chamar a atenção de algum robô, encontrar saídas para puzzles e mais usos curiosos. 

 

Gráficos e ambientação


Como se passa em um futuro cyberpunk e dentro de um bunker gigante, Stray é bastante escuro e tem diversos letreiros em LEDs coloridos espalhados pelas áreas exploradas. Os robôs têm costumes de humanos, como cortar cabelo, comprar roupas ou até meditar, assim como diferentes personalidades que são demonstradas por suas vestimentas. Há um idioma próprio que o gato, obviamente, não entende, mas que é traduzido por B-12, e outras reações dos robôs são demonstradas por imagens na tela que fica no lugar da cabeça. 

 

Há ainda bares, um lixão, alguns apartamentos que podem ser acessados, entre outros exemplos. As vielas escuras e ruas movimentadas também podem ser exploradas pelo gato, seja andando pelos cantos ou subindo em telhas, aparelhos de ar-condicionado ou varandas. Tudo é bem escuro e iluminado por poucas luzes, sempre em um cenário pós-apocalíptico.

Os gráficos, por sua vez, não são os melhores. Stray, apesar do hype, se trata de um jogo Indie, com menos investimento (em teoria) e foco na proposta diferenciada. Portanto, não crie expectativa por texturas super detalhadas, efeitos ultrarrealistas de luz, entre outros aspectos presentes em games AAA. Ainda assim, a qualidade é boa o suficiente para se ter uma boa experiência e focar na aventura. 

 

Bugs, história curta e gameplay fechada


Se Stray diverte, é interessante e tem um gatinho fofo à frente de tudo, é importante destacar alguns poréns do jogo. Entre eles, o principal é a história, bastante curta. São por volta de 8 a 9 horas de gameplay para quem joga explorando cada canto e querendo entender tudo do título. Além disso, como não há tanta coisa para buscar e as sidequests são bem curtinhas, não há tanto para se fazer, sendo possível matar tudo de uma vez em pouco tempo. 

 

Além disso, não é possível voltar nas áreas já exploradas, e o jogador fica “refém” da sequência da história. A dica é fazer tudo antes de avançar, como desbloquear lembranças, comprar itens, desbloquear troféus, entre outros exemplos. Outra saída é jogar novamente, mas focando nessas missões secundárias. Ainda assim, é um pouco frustrante terminar um game que te prende tanto em tão pouco tempo.

Outra área que incomodou durante os testes do Vovo GaTu foi a frequência de bugs. Um pedaço de robô flutuando pelo mapa ou uma região que faz o gato retornar para uma posição específica toda vez, impedindo o jogador de sair dali, podem não atrapalhar tanto em uma escala maior, mas incomoda quando volta a acontecer. 

 

E aí, vale a pena?


Considerando o preço razoável no Steam (R$ 63,79) e a inclusão na assinatura dos planos Extra e Deluxe da PS Plus, saindo a partir de R$ 52,90, Stray não sai caro e é uma aventura interessante de se experienciar. A proposta é diferente, a gameplay é divertida e o hype em torno do gatinho certamente vai te deixar com vontade de conhecer. É um jogo carismático e legal de se curtir, apesar de não ser uma grande produção.

Vale reforçar que não faz muito sentido pagar pelo título no PS4 ou PS5: são R$ 149,50 por um game que pode ser zerado em poucas horas (duas semanas jogando direto podem ser mais que suficientes para platinar tudo). Portanto, é bem mais interessante pagar pela assinatura mensal da PS Plus para conhecer o jogo do gato.


Fonte:
Vovo GaTu


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